Efeitos de um programa de orientação de atividade física e nutricional sobre o nível de atividade física de mulheres fisicamente ativas de 50 a 72 anos de idade

Artigo publicado na RBME em 2005. Escrito por Marcela Ferreira, Sandra Matsudo, Victor Matsudo e Glaucia Braggion


RESUMO
A promoção do estilo de vida mais ativo na terceira idade tem sido utilizada como estratégia de desenvolver melhora nos padrões de saúde e na qualidade de vida. O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito de um programa de orientação de atividade física (AF) e nutricional sobre o nível de atividade física (NAF) de mulheres fisicamente ativas. A amostra foi composta de 64 senhoras de 50 a 72 anos de idade de São Caetano do Sul que participavam de um programa regular de ginástica. As senhoras foram alocadas em um dos quatro grupos: A) nutrição (n: 17); B) nutrição + atividade física (n: 17); C) atividade física (n: 13); D) controle (n: 15). Para avaliar o NAF foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física – IPAQ. O programa de intervenção foi realizado durante 12 semanas, uma vez por semana, por 5 a 10 minutos após as
aulas de ginástica. As orientações nutricionais foram baseadas na nutrição saudável e as de AF Fundamentadas na mensagem do Agita São Paulo, que estimula, pelo menos 30 minutos por dia, na maior parte dos dias da semana, de forma contínua ou acumulada, atividades físicas em intensidade moderada, além das aulas de ginástica. Os resultados indicaram aumento na freqüência (vezes/semana) das atividades moderadas (32,4%; 49,6%; 47,9%; p <0,05) nos grupos A, B e C, respectivamente, após 12 semanas de
intervenção, em comparação com o controle. As senhoras que receberam orientação de AF aumentaram significativamente a duração das atividades moderadas em 123,2% e da caminhada em 150,9% e também a freqüência da caminhada (97,6%) em relação aos valores pré-intervenção. O presente estudo demonstrou que o programa de intervenção promoveu aumento significativo do NAF até mesmo em senhoras irregularmente ativas.

Palavras-chave: Programa intervenção. Nível de atividade física. Idosas fisicamente ativas.

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